Representante do Fórum Livre de Cultura de Torres exige providências do poder público municipal

Jorge Herrmann utilizou a tribuna da Câmara e, dentre outras demandas, pediu que a municipalidade providencie urgentemente o Plano Municipal de Cultura de Torres para a cidade ter acesso a verbas federais

3 de setembro de 2026

Durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Torres realizada na segunda-feira (31 de agosto), participou da tribuna o representante do Fórum Livre de Cultura de Torres (ForCult Torres) Jorge Herrmann, artista plástico.  Ele foi convidado à participar pelo vereador Moisés Trisch (PT) e apresentou o que classificou como um ‘diagnóstico técnico do setor de Cultura de Torres’.

Segundo Jorge, o “ecossistema cultural enfrenta gargalos históricos em Torres”. Ele sugeriu que a municipalidade como um todo deva providenciar a oficialização do Plano Municipal de Cultura. Conforme posicionamento do membro do Forcult, para a cidade participar dos repasses de verbas federais à Cultura local, a prefeitura obrigatoriamente tem de ter formalizado o seu Plano Municipal de Cultura, o Fundo de Cultura e o Conselho de Cultura (dentre outras exigências). Ele citou a questão de verbas oriundas da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), como um problema atual do movimento cultural torrense, que necessita dessas exigências para ‘abrir o gargalo’ na relação entre município e governo federal (em prol de projetos do setor).

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A seguir, Jorge pediu que o Poder Legislativo elaborasse documento para formalizar este pedido – que a prefeitura, com brevidade, providencie um projeto de lei que oficialize o Plano de Cultura Municipal.

 

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Museu e outras necessidades para a identidade cultural municipal

A questão do Museu Histórico Municipal (que tem parte do acervo sendo depreciado no prédio interditado da antiga prefeitura) também fez parte da manifestação de Jorge Hermann.  Ele reconheceu que a prefeitura atual está buscando implementar ações para mitigação desta mazela, ao providenciar um novo prédio para abrigar o Museu (e a biblioteca pública). Mas o ForCult acha que é pouco, não aceita que isso seja uma providência permanente. Citou demandas referentes a parceria turístico-cultural com o  Geoparque UNESCO Caminhos dos Cânions Sul, por exemplo – que também exige protagonismo municipal para incluir o museu no projeto da Unesco e em outros similares.

Jorge Herrmann reclamou que, em eventos maiores, a Prefeitura investe valores altos em cachês para contratação de espetáculos artísticos nacionais, enquanto (na avaliação do fórum cultural) pagaria valores muito baixos nos contratos entre a prefeitura e os músicos locais. Ele também lamentou que a prefeitura não fornecer locais, equipamentos e estrutura técnica para que muitos músicos e artistas locais possam se apresentar com presteza e capacidade.

 

Cultura de Rua e Cultura original

Também foi citada – pelo representante do ForCult Torres –  como carente a relação do poder público local com o movimento da chamada “Cultura de Rua” (Skate, Hip Hop, danças e etc.). Para Jorge, estão são “esquecidas” pelo poder público. As questões culturais da  pesca artesanal também foram consideradas tecnicamente como  “abandonada pela municipalidade”, sendo citada como, talvez, a “maior representante da cultura original” da comunidade torrense.

Jorge Herrmann, em nome da entidade cultural, sugeriu que haja no governo (e dentro do orçamento público) a definição e formalização de um percentual sobre as verbas em geral para o setor. Ainda pediu mais transparência ativa no site da prefeitura sobre os investimentos em Cultura.

No final, o representante do ForCult Torres afirmou que a participação da tribuna foi o primeiro movimento da entidade no sentido da busca de acionamento e apoio do poder publico municipal aos movimentos artísticos e culturais de Torres. E que, caso seja necessária outra intervenção, o Fórum de Cultura de Torres promete realizar outros movimentos, como cartas abertas publicadas nos meios de comunicação da cidade e região, além de outras manifestações, sempre para buscar que a prefeitura tenha uma posição mais ativa e concreta em sua relação com a Cultura de Torres.  (*editado por Guile Rocha)

 

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Publicado em: Cultura






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