Vereador Moisés anuncia que está fora da base aliada do governo Delci, em Torres

Parlamentar lamenta postura do governo, acusa prefeito de ter sido ‘covarde’ e lamenta saída de mulheres secretárias, conforme ele demitidas por telefone

24 de março de 2026

O tema central dos posicionamentos de tribuna da sessão da Câmara de Vereadores de Torres, realizada na segunda-feira (23 de março) foi o ‘badalado’ evento realizado pela gestão do prefeito Delci Dimer dia 20 de março – para apresentar o que chamou de “nova configuração do secretariado”.

O destaque do ato foi a entrada do PP (Progressistas) no governo torrense, maior adversário do MDB de Delci na eleição de 2024 (e historicamente maior rival do MDB em Torres). O partido se apresentou como parceiro na busca de melhorias no trabalho da municipalidade, ao ceder e indicar nomes de suas fileiras para trabalhar como secretários, substituindo outros que foram demitidos. E o vereador Moisés Trisch (PT) protagonizou o principal discurso, dentre outros posicionamentos de seus colegas, sobre o mesmo assunto na sessão.

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“A política ama a traição, mas não perdoa os traidores”, afirmou o vereador no início de sua participação na tribuna, creditando a autoria da frase ao ex-governador do RS e líder do trabalhismo no Brasil, Leonel Brizola.  A seguir, Moisés narrou sua trajetória na política torrense desde a legislatura anterior (onde foi arauto na Câmara de posições oposicionistas ao então governo Carlos Souza), lembrando que trabalhou recentemente em prol da campanha do MDB – como líder do PT na coligação para eleger o atual prefeito Delci. Após, o petista acabou anunciando sua saída da base de apoio ao governo torrense.

“Não teria como eu continuar nesse governo”, disse Moisés. Ele debitou essa postura (parecendo peremptória) ao que chamou de “acovardamento” do atual prefeito frente ao risco de Impeachment quando, consequentemente, teria  ficado atrelado aos supostos direcionamentos do Procurador Geral da Prefeitura. Isto teria sido uma das causas da demissão de pessoas indicadas por Moisés para secretarias e diretorias em Torres (conforme o vereador).

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Demissão de mulheres por telefone?

Moisés Trisch, agora oposicionista ao governo, também lamentou a forma com que o prefeito teria demitido DUAS MULHERES da esquerda que foram indicadas pelos partidos coligados (PT e PDT) para ocuparem secretarias. Disse lamentar por ambas terem sido demitidas “por telefone” pelo prefeito, o que para o vereador petista foi uma postura desrespeitosa. E encerrou sua manifestação na sessão afirmando estar assistindo “o maior estelionato eleitoral que já viu”.

Para Moisés o governo atual está “traindo todo o eleitorado que o elegeu”. E também disse que a gestão de Delci “vai ter oposição na Câmara, sim” (se dirigindo ao vice-prefeito André Pozzi – que estava na sessão), “ao contrário do que pretende o governo”, ‘espetou’ o vereador do PT na Câmara de Torres.

 

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Publicado em: Política






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