O mercado imobiliário do Litoral Norte gaúcho chega ao fim de 2025 em forte expansão, consolidando-se como um dos mais dinâmicos do Estado. Impulsionada pela construção de novos empreendimentos residenciais e condomínios horizontais, a região mantém a trajetória de crescimento observada nos últimos anos, com destaque para os municípios de Capão da Canoa, Tramandaí, Torres e Xangri-Lá.
Após assumir, em 2024, o posto de segundo maior mercado imobiliário do Rio Grande do Sul, atrás apenas da Região Metropolitana de Porto Alegre, o Litoral Norte segue apresentando números expressivos. No ano passado, o volume de vendas de imóveis superou os R$ 6 bilhões, resultado 20% superior ao registrado em 2023, conforme dados do ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis). A projeção do setor (ainda não contabilizada 100%) é que 2025 tenha encerrado com novo recorde, ultrapassando a marca de R$ 7 bilhões em negócios.
A força do mercado também se reflete no volume de obras em andamento. Levantamento recente do Sinduscon-RS (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul) aponta 206 empreendimentos em construção nos principais municípios do Litoral Norte em 2025. Capão da Canoa lidera o ranking com 99 projetos, sendo 86 edificações verticais e 13 condomínios horizontais, evidenciando a diversidade e a sofisticação dos produtos imobiliários ofertados na região.
Outro fator determinante para o aquecimento do setor é o crescimento populacional acelerado do Litoral gaúcho, intensificado a partir da pandemia de Covid-19. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a região registrou aumento populacional de quase 26% entre os censos de 2010 e 2022, enquanto o crescimento médio do Estado ficou abaixo de 2% no mesmo período.
Além da valorização imobiliária, a demanda por compra de imóveis é impulsionada pela conexão cada vez mais eficiente entre o Litoral e a Região Metropolitana. As melhorias nas rodovias, aliadas à ampliação dos serviços, comércio e equipamentos urbanos, fortalecem as cidades litorâneas como moradia permanente e não somente como destino de veraneio.
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