Cresce número de jovens no Brasil que não estuda nem trabalha

23 de outubro de 2010

Nem estudando, nem trabalhando. Mais de dois em cada dez jovens brasileiros entre 18 e 20 anos se encontravam nessa espécie de limbo em 2009, í  margem da crescente inclusão educacional e laboral registrada no paí­s em anos recentes, informa reportagem de í‰rica Fraga para a Folha.    

Essa geração "nem-nem" (tradução livre do termo ni-ni, "ni estudian ni trabajan", usado em espanhol) representa uma parcela crescente dos jovens de 18 a 20 anos. Eram 22,5% dessa faixa etária em 2001 e 24,1% em 2009 (o equivalente a 2,4 milhíµes de pessoas).    

Nesse mesmo perí­odo, a taxa de desemprego no paí­s recuou de 9,3% para 8,4%. Os dados são da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicí­lios) e foram levantados pelo pesquisador Naercio Menezes Filho, do Centro de Polí­ticas Públicas do Insper.

 Segundo especialistas, essa tendência é resultado de várias causas. Entre elas, paradoxalmente, o maior aquecimento no mercado de trabalho –que tem acirrado a competição– e o aumento significativo de transferências do governo para famí­lias de renda mais baixa.

 


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