Justiça determina que CEEE Equatorial busque resolução para quedas de postes em Torres

Após ação da DPE/RS, Justiça determinou que empresa faça reparos imediatos – indicando que a situação coloca em risco iminente a vida, a integridade física e o patrimônio de milhares de consumidores

20 de fevereiro de 2026

Após pedido da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS), a Justiça determinou, na última quinta-feira (19), que a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE) Equatorial proceda reparos emergenciais e preste esclarecimentos sobre a constante queda de postes de energia em Torres. A situação coloca em risco iminente a vida, a integridade física e o patrimônio de milhares de consumidores.

No início de janeiro, a DPE/RS expediu notificação extrajudicial à companhia, cobrando providências sobre os protocolos de manutenção pendentes. No entanto, a resposta da CEEE foi evasiva, não apresentou o cronograma solicitado, não listou os protocolos pendentes e não ofereceu nenhuma perspectiva concreta de solução para o risco sistêmico denunciado.

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Após a notificação, no dia 3 de fevereiro, mais um poste tombou em via pública, na Rua Ernesto Alves, atingindo um veículo. O incidente evidencia o perigo de dano a qualquer cidadão que transite pela cidade.

A Defensoria entende que a companhia tem plena ciência da precariedade de sua rede, mas opta deliberadamente por não realizar a manutenção preventiva necessária, preferindo gerenciar os danos após sua ocorrência.

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“Essa conduta empresarial, que coloca o lucro acima da segurança, viola frontalmente os deveres anexos à concessão de serviço público e os direitos básicos dos consumidores, exigindo a pronta intervenção do Poder Judiciário para evitar uma tragédia anunciada”, afirma o defensor público Rodrigo Noschang, responsável pela ação.

A DPE/RS solicitou que a Equatorial apresente, sob pena de multa diária não inferior a R$ 50 mil, relatório com informações dos protocolos em aberto referentes à manutenção, substituição ou reparos de postes de energia no município. Além disso, requereu que a companhia inicie a substituição emergencial das estruturas com risco de queda iminente e realize um cronograma exequível de manutenção.

A Vara Estadual de Ações Coletivas da Comarca de Porto Alegre deferiu o pedido e fixou prazo de 30 dias para que o relatório e o cronograma sejam apresentados, e 48 horas para a diligência de reparo emergencial.

A Defensoria Pública solicita aos moradores de Torres que possuam protocolos em aberto para a substituição ou reparo em postes de energia elétrica em más condições que comuniquem o fato por meio do e-mail torres@defensoria.rs.def.br, enviando cópia do protocolo, documento de identidade e comprovante de residência, ou levando tais documentos à sede de Torres, localizada na Av. Silva Jardim, nº 111, Centro. (FONTE – DPE/RS)

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Publicado em: Justiça






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